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Nenhuma indústria ou país está seguro no planeta

Publicado em  18 abril Por Ivan Ricardo Pessoa , Diretor de Desenvolvimento de Negócios da SITA
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Para a maioria das empresas, não se trata mais de saber “se” os riscos podem ocorrer, mas sim “quando” podem surgir, o que não significa que seja impossível detê-los. Basicamente, a indústria do transporte aéreo não tem sido afetada de forma mais séria pela situação, mas não devemos ser complacentes com a tão real ameaça e com os enormes impactos prejudiciais que poderiam atingir uma indústria tão interconectada quanto a nossa. 

Aqui está uma observação simples que as empresas e organizações ignoram em relação aos riscos que correm: os ataques cibernéticos estão à sua porta.

Os recentes ataques WannaCry e Petya ressaltaram que nenhuma indústria ou país no mundo está devidamente protegido, sendo que os criminosos cibernéticos atualmente em evidência nas manchetes de noticiários internacionais comprovam que a proliferação de ataques parece não diminuir. O custo total da criminalidade cibernética para a economia global em 2016 totalizou mais de US$ 450 bilhões.

Para a maioria das empresas, não se trata mais de saber “se” os riscos podem ocorrer, mas sim “quando” podem surgir, o que não significa que seja impossível detê-los. Basicamente, a indústria do transporte aéreo não tem sido afetada de forma mais séria pela situação, mas não devemos ser complacentes com a tão real ameaça e com os enormes impactos prejudiciais que poderiam atingir uma indústria tão interconectada quanto a nossa. As mais diferentes camadas de infraestrutura poderiam ser impactadas, com sérias consequências a nível global no universo de transporte aéreo.

Inúmeras empresas de transporte aéreo já adotaram medidas robustas de segurança cibernética, enquanto outras que ainda não o fizeram, têm estabelecido sólidas medidas para implementá-las. De fato, nossa pesquisa de Tendências em TI nas companhias aéreas referente a 2016 comprovou que 91% dos entrevistados planejavam investir em programas de segurança cibernética ao longo dos próximos três anos, enquanto que 63% afirmou considerar a segurança cibernética assunto de importância para a diretoria de sua companhia aérea. Além disso, 94% dos aeroportos afirmaram estar investindo na gestão de resposta à incidentes de segurança cibernética.

No entanto, com o ímpeto de enfrentar a crescente ameaça cibernética, ficou evidente que a indústria de transporte aéreo carecia de uma proposta adaptada aos ataques específicos do setor. A Airbus e a SITA lançaram um novo Centro de Operações de Segurança Cibernética para Aviação,  um serviço de detecção de incidentes que proporcionará informações sobre atividades cibernéticas que podem afetar os negócios das companhias aéreas, aeroportos e demais atores do setor de transporte aéreo.

Simultaneamente, outros serviços providenciarão medidas adequadas de contenção e correção para garantir que os ativos digitais de uma empresa estejam sempre seguros, mesmo durante um ataque.

A SITA e a Airbus formam uma dupla formidável. Enquanto os clientes da SITA consistem em quase todas as companhias aéreas e aeroportos do mundo, a Airbus possui significativa experiência em trabalhos conduzidos com empresas, infraestruturas nacionais críticas, governos e organizações de defesa para detectar, analisar e combater ataques cibernéticos cada vez mais sofisticados.

O Centro de Operações de Segurança Cibernética para Aviação lançado pela Airbus e SITA é  apenas um dos projetos em meio a um amplo portfólio de produtos e serviços disponibilizados pela SITA aos seus clientes. O portfólio é baseado em quatro pilares principais: auditoria, proteção, detecção e resposta. Ao identificar e auditar os riscos à segurança cibernética de determinada companhia, é possível proteger seus ativos, detectar possíveis ameaças cibernéticas e responder na medida requerida.

A natureza das ameaças em constante mudança exige colaboração e inovação contínuas. A SITA e a Airbus ocupam uma posição privilegiada no coração do setor de transporte aéreo, podendo facilitar em conjunto o tipo de compartilhamento de informações que assegura a efetiva segurança cibernética.

Lançamos recentemente uma pesquisa sobre esse tema, chamada "Insights de Segurança Cibernética do Transporte Aéreo " que aponta para um aumento nos gastos planejados de cibersegurança em nossa indústria, mas diz que os desafios existentes estão atrasando o progresso. Ter poucos recursos impacta 78% das organizações de aviação, diz, enquanto as restrições orçamentárias frustram 70% delas.

A pesquisa também mostra que a proteção proativa está se tornando um fator primordial, com mais de 70% dos aeroportos afirmando que a interrupção das operações é sua maior preocupação. As companhias aéreas sentem o mesmo, embora atribuam um nível semelhante de importância à proteção dos dados de passageiros. Ransomware, phishing e ameaças avançadas persistentes são citados como ameaças constantes.

A mensagem clara é que, como comunidade, devemos fortalecer as equipes de segurança cibernética, promover capacitação, compartilhar informações, bem como reduzir o tempo de percepção entre as ameaças e as manifestações das mesmas.

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