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Como transformar a jornada perfeita do passageiro em realidade

Publicado em   14 agosto Por Gabriel Wichrowski
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A visão de uma jornada perfeita para o passageiro está mais próxima da realidade do que nunca, já que companhias aéreas, aeroportos, agências de fronteiras, governos e órgãos da indústria estão impulsionando iniciativas que trarão esta visão para a realidade.

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A visão de uma jornada perfeita para o passageiro está mais próxima da realidade do que nunca, já que companhias aéreas, aeroportos, agências de fronteiras, governos e órgãos da indústria estão impulsionando iniciativas que trarão esta visão para a realidade. A gestão segura de identidades, utilizando biometria como chave, é o fator crítico que vai possibilitar os avanços desejados.

A questão é: como você estabelece um sistema de gerenciamento de identidades escalável e globalmente interoperável para viagens aéreas? Um sistema em que os passageiros se inscrevem uma única vez e depois usam a biometria para viajar pelo mundo, através de diferentes aeroportos e fronteiras?

Para que isso aconteça, quatro fatores são essenciais: primeiro, a colaboração entre as partes interessadas é fundamental, inclusive os governos. As companhias aéreas essencialmente verificam as credenciais emitidas e aprovadas pelos governos, então faz sentido que os governos, as companhias aéreas e os aeroportos trabalhem juntos para tornar o processamento de passageiros mais eficiente.

Em segundo lugar, precisamos de padrões, normas e práticas recomendadas que determinem como a tecnologia biométrica será integrada aos processos de negócios, infra-estrutura e sistemas existentes nas companhias aéreas e aeroportos.

Este ponto é fundamental - à medida que os passageiros viajam pelo mundo, o ideal é que eles não tenham que reaprender os processos do aeroporto e da companhia aérea para cada novo destino, o que significa que os processos biométricos devem ter a mesma aparência onde quer que estejam.

Além disso, com grandes companhias aéreas internacionais operando em dezenas de aeroportos, a indústria deve garantir que a infraestrutura existente e os sistemas operantes sejam compatíveis com qualquer tecnologia biométrica a ser utilizada em cada local. A chave para isso é a utilização de tecnologia de uso comum, que possibilita verificações biométricas de identidade de maneira compatível com qualquer ambiente aeroportuário. É assim que funciona o SITA Smart Path.

Terceiro, precisamos de um framework confiável para troca de dados que facilite a colaboração entre todos os interessados. Essa estrutura de troca de dados permitirá que companhias aéreas, aeroportos e governos compartilhem dados de identidade de maneira segura e verificável. Assim, dados biométricos e biográficos capturados em um aeroporto podem ser usados ​​em outros, possibilitando a troca de dados entre companhias aéreas e governos e a verificação da identidade do passageiro em qualquer aeroporto em sua jornada.

Por último, há a necessidade de proteger os dados e de cumprir rigorosos regulamentos de privacidade. Todas as partes interessadas do setor são obrigadas a proteger os dados privados dos passageiros de acordo com os regulamentos nacionais e internacionais, como por exemplo o Regulamento Geral Europeu de Proteção de Dados (GDPR) e outros. Os sistemas que processam dados pessoais de passageiros devem ser construídos desde o ínicio para proteger esses dados - um conceito conhecido como "privacidade por design".

Com a combinação destes quatro fatores, chegaremos ao ponto em que realmente teremos uma jornada perfeita, usando uma credencial digital integrada aos processos de aeroporto, companhia aérea e governo. Assim a tecnologia vai te ajudar na sua jornada, e não se tornar um obstáculo no meio dela. Claro, isso levará algum tempo - mas esse momento está claramente se aproximando.

A boa notícia é que, no transporte aéreo, a tecnologia biométrica tem despertado grande interesse. O relatório mais recente da Air Transport Insights da SITA mostra que 77% dos aeroportos e 71% das companhias aéreas estão planejando grandes programas ou pesquisa e desenvolvimento em gerenciamento de identidade biométrica nos próximos três anos.

A outra boa notícia é que as companhias aéreas, aeroportos e governos já podem tomar medidas hoje – e muitos já começaram a propor sistemas de identificação biométrica com o conceito de single-travel-token em seus aeroportos, com as primeiras implementações já online. Nossas próprias iniciativas mostram que sistemas reais, construídos de forma colaborativa, podem ser entregues desde já e ampliados conforme a necessidade.

Exemplos incluem nossos premiados projetos de gerenciamento de identidades para a JetBlue e o Aeroporto Internacional de Orlando que usam reconhecimento facial biométrico como um meio de verificação de identidade durante a jornada de passageiros. Apesar de utilizarem equipamentos diferentes, adaptados às preferências de cada cliente, ambos permitem que o passageiro embarque na aeronave em uma única etapa, apenas olhando para uma câmera. Orlando optou por portões de embarque de autoatendimento (eGates), enquanto a JetBlue usa o SITA Facepod.

Outras implementações, em aeroportos como Brisbane (Austrália), ou Atenas (Grécia), utilizam um cadastro único da imagem facial do passageiro para permitir que ele passe pelas diferentes etapas do processo aeroportuário de maneira mais cômoda e eficiente.

Estes são alguns exemplos de como estamos nos aproximando, desde já, da jornada perfeita do passageiro.

 

 

 

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